EXAUSTA

Tenho tirado algumas fotos de looks para o blog que devo postar ao longo da semana, mas depos de quarta-seira, se eu ainda estiver viva.

(O TEXTO ABAIXO É UM DESABAFO. NÃO LEIA SE NÃO QUISER. É SÓ A MINHA OPINIÃO E A MANEIRA QUE ME SINTO AGORA.)

Como algumas pessoas sabem, tive rubéola e fiquei 14 dias sem sair de casa. Sim, foi terrível e eu perdi matérias e várias provas da escola. Resultado: vou ter de fazer as substitutivas. Isso não coloca um sorriso no rosto de ninguém. Talvez em alguns casos não faça muita diferença mas no meu colégio faz.
Esse colégio, que faz com que você se sinta limitado e estúpido, incapaz por não saber uma matéria, como se fosse a única qualidade considerável em uma pessoa. Como se o conhecimento ensinado na escola fosse o único que contasse na vida. Eu não gosto desse ponto de vista, desse método de viver sob constante pressão, não gosto da maneira que as provas substitutivas são impossíveis sob o fraco argumento de termos tido mais tempo de estudar.
Não gosto de viver nesse mundo em que cada vez mais e mais cedo as pessoas lidam com o stress.
Sim, uma prova mais difícil faria sentido, mas não uma prova impossível, com raciocínios que não me foram ensinados. Eu posso ter facilidade, mas existem pessoas com dificuldades, também não sou nenhum gênio. Estou com medo da prova de amanhã. Muito.
Eu não devia odiar tanto ir pra escola. Sei que boa parte do erro está em mim, na minha atitude perante o lugar, do meu emocional. Menina dramática que sou. Mas juro que acho que o sistema do colégio é falho em vários aspectos.

Mas  não adianta falar, dar opinião, por que é uma empresa. Não é um colégio. Eu não tenho voz.

Estudei esses dias como uma maluca, meu pai e professor particular elogiaram meu desempenho. Quero só ver essa palhaçada.

 

Em toda a parte só se aprende com quem se gosta.

Goethe

Julie


Confiança?

Carvão que alimenta o fogo:
Queima a minha mão.
Tenta destruir a saudade
Mas eu digo não.

Aos poucos fiz com que minha casa nas nuvens
Ganhasse estacas para se sustentar.
Quem vai dizer agora que as querem derrubar?

Agora que me ergui
Já não tenho mais o medo
Que assombrava minhas noites
E trazia o pesadelo

Me restou a certeza,
A força de vontade.
Destruí o silêncio,
Me restou a verdade

Finalmente encontrei
Aquele pouco que faltava.
Em todos lugares procurei,
Mas dentro de mim, nem cogitava

Agora o pouco me levanta.
Me levou ao entendimento:
Toda a confusão
É só bobeira do momento!

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